COMO A HASHTAG #BlackWomenAtWork FOI PARAR NO TRENDING TOPICS?

Nas últimas 24 horas, a #BlackWomenAtWork ficou entre os principais assuntos do twitter. O que motivou a criação da hashtag foram os ataques  públicos a duas negras norte americanas: a congressista norte americana Maxine Waters e o correspondente da Casa Branca, April Ryan.

Em primeiro lugar, Bill O'Reilly, da Fox, zombou da aparência de Waters em seu programa, dizendo: "Eu não ouvi uma palavra dela. Eu estava olhando para a peruca de James Brown. Se tivermos uma foto de James, é a mesma peruca. "

Maxine Waters

Mais tarde, ele - como todos os racistas com medo de represália - se desculpou pelos comentários desrespeitosos, alegando que ele tem "respeito" pela congressista Maxine Waters e só "fez uma brincadeira sobre seu cabelo, que era estúpido". E

Pouco tempo depois, o secretário de imprensa da Casa Branca, Sean Spice, repreendeu April Ryan por ela balançar a cabeça enquanto ele falava durante uma conferência de imprensa.

As duas situações, nos lembram de uma coisa que é um fato para toda mulher negra: é um inferno ser uma mulher negra no local de trabalho.



Durante todo o dia, as mulheres negras começaram a compartilhar suas histórias sobre a discriminação no local de trabalho no Twitter usando a hashtag #blackwomenatwork o que prova que que o que Waters e Ryan vivenciaram não são novidades para nenhuma mulher negra. 
E você, já viveu alguma discriminação racial no seu ambiente de trabalho?



VOCÊ SABE PORQUE 21 DE MARÇO É O DIA INTERNACIONAL DE LUTA PELA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL?


O dia 21 de março tem sido lembrado mundialmente como o dia internacional de combate a discriminação racial. 

VOCÊ SABE PORQUE 21 DE MARÇO É O DIA INTERNACIONAL DE LUTA PELA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL?

A história que marcou esta data é tão triste que precisa ser lembrada. Há 57 anos, na África do Sul foram 69 mortos. 180 feridos. Todos negros.


No dia 21 de Março de 1960, ocorreu na cidade de Sharpeville, na província de Gauteng, na África do Sul, um protesto, realizado durante o Congresso Pan-Africano (PAC) contra a Lei do Passe

O passe ou caderneta existia há muito tempo e era um dos principais elementos do apartheid. Antes, o passe controlava os escravos. Com a instauração do apartheid ele servia como instrumento de controle do governo contra os negros. O documento era de porte obrigatório e continha foto, dados pessoais, números e registros profissionais e ficha criminal. 

Durante o Congresso Pan-Africanista (PAC), uma dissidência do CNA fundada no final de 1959, liderada por Robert Subukwe, se antecipou e organizou um protesto pacífico para o dia 21 de março. A ideia era uma manifestação não-violenta em que os africanos deveriam deixar os passes em casa e comparecer às delegacias de polícia para se entregarem e serem presos. Assim, provocariam uma pane no sistema político e econômico, uma vez que as prisões estariam lotadas e faltaria mão de obra.

Dia 21/03/1960 houve um comparecimento em massa ao protesto. Em Sharpeville, próximo à Johanesburgo, uma multidão de 5 a 7 mil pessoas se reuniu em frente ao distrito policial. A polícia, acoada, abriu fogo contra os negros que protestavam. Foram quase 70 mortos, além de 180 feridos. Nenhum policial foi condenado ou preso.


Logo após o massacre, os conflitos se acirraram no país. O governo baniu qualquer aglomeração pública em toda a África do Sul. Logo depois, os partidos de resistência negra, CNA e o PAC foram banidos e um estado de emergência foi declarado. Nelson Mandela abandonou a política de não-violência que vinha adotando contra o regime do apartheid, sendo preso em 12 de junho de 1964.

Podemos dizer que o Massacre de Sharpeville foi um marco na história do apartheid na África do Sul. e obrigou a comunidade internacional a se posicionar sobre as condições dos negros no país.

Para nós, negros, é mais um dia de combate diante das violências que a discriminação racial promove no mundo. Mais um dia para lembrarmos de irmãos e irmãs assassinados pelo racismo todos os dias. Mais um dia para a comunidade negra lutar pelo direito à vida!


VIDAS NEGRAS IMPORTAM!
BLACK LIVES MATTER!
NÓS QUEREMOS VIVER!

BAIANA, O NOVO CLIPE DE EMICIDA: SUSPIRE!


Neste mês de março, o rapper Emicida lançou um clipe novo que ficou por mais de 24 horas entre os mais exibidos do Youtube Brasil e já tem mais de um milhão de visualizações. O vídeo oficial de "Baiana" é encenado pelas atrizes Ayana Amorim e Dandhy Braz e foi gravado durante o último carnaval de Salvador. 

O vídeo é o oitavo realizado a partir de músicas do álbum lançado em 2015 com 14 faixas “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…” (“Passarinhos”, “Mufete”, “Boa Esperança”, “Mãe”, “Madagascar”, “Chapa” e “Mandume”). No clipe vemos pontos turísticos da capital baiana, como o Pelourinho e o Farol da Barra. Para quem é baiano, o vídeo já vale a pena porque é uma homenagem linda à capital da Bahia. Mas, o destaque fica por conta do enredo. Veja só a fofura: 


A direção do vídeo é de Emicida e Moysah. Segundo o rapper, "Cada pessoa tem suas interpretações das músicas que gosta, 'Baiana' em geral sugere um romance, mas nós quisemos nos aventurar por outras formas de amor, uma mais plural talvez. A partir daquele beijinho no canto da boca surgem mil memórias e sonhos, possibilidades infinitas, bonitas e puras, fomos nesse caminho e fiquei bem feliz com a doçura do resultado final".

Para nós, mulheres, ver uma música com uma letra cheia de dengo e romance, "A cabeça ficou louca, Só com aquele beijinho no canto da boca, Louca, louca, louca, louca..." mostrar a paixão de duas mulheres negras de forma tão natural é de suspirar! É dar voz para outras formas de amor... 

Veja as fotos que a diva Helen Salomão realizou dos bastidores.